Contigo quero percorrer o mundo. De uma ponta à outra. De lés a lés.
O mundo inteiro na procura do nosso paraíso, cheio de árvores bonitas, rosas de amor, sol enorme, sem dinheiro.
Não podemos adiar mais este sonho. Não podemos. Não há que esperar. Amanhã é tarde.
O grito sufoca-me na garganta e quero falar-te, convidar-te, exigir-te que me acompanhes.
Quero dar-te o mundo. Não entendes?
Não entendes porque quero te falar e não posso.
Tenho medo que não me entendas, que arde as montanhas, que seque os rios e não te tenha dado o mundo.
Abraça-me então. Ao menos isso.
Já que não te posso dar o mundo, então dou-me a ti.
A noite é pesada, mal posso com ela, mas a aurora que irá nascer e que espero que não demore, vai poder fazer com que eu fale, com que a minha garganta deixe de me sufocar.
O dia.
O dia está quase a nascer e eu vou dizer-te «vem comigo» e tu virás. Não podemos adiar a nossa vida.
Está muita coisa o jogo. A vida, a nossa vida.
O nosso amor, a nossa liberdade, o nosso mundo, o paraíso.
É tudo nosso.
Não podemos adiar o coração.
Temos que percorrer o mundo.
De uma ponta à outra.
Quero dar-te o mundo.
É isso.
Com todo o meu amor.

Sem comentários:
Enviar um comentário